Tratamentos e acompanhamento

Entender o tratamento também faz parte do cuidado

Cada tratamento é escolhido a partir do diagnóstico, das características do tumor, das condições clínicas e das necessidades de cada paciente.

Médica e paciente conversando frente a frente durante a consulta
Informação clara para decisões compartilhadas.
A jornada do cuidado

O caminho, etapa por etapa

Saber o que pode acontecer a seguir ajuda a reduzir a insegurança.

1

Primeira consulta

Revisão do diagnóstico, dos exames já realizados e do histórico. Espaço para as suas dúvidas.

2

Definição do plano

Características do tumor, estágio e condições clínicas orientam as opções, em decisão compartilhada.

3

Tratamento em curso

Prescrição, avaliação da resposta e atenção aos efeitos possíveis ao longo das etapas.

4

Seguimento

Retornos e exames de controle, mantendo o cuidado ao longo do tempo.

As etapas não são necessariamente lineares. O plano pode ser revisto ao longo do acompanhamento.
O plano é individualizado

Diagnósticos semelhantes podem exigir caminhos diferentes

Dois tumores que parecem iguais ao microscópio podem se comportar de maneiras distintas. O subtipo, o estágio da doença, os biomarcadores identificados nos exames, os tratamentos anteriores e as condições clínicas ajudam a orientar cada decisão.

Tratamentos sistêmicos

Possibilidades que podem compor o cuidado

O que segue é informação geral. A indicação é sempre individual e definida em consulta.

Paciente recebendo medicação endovenosa acompanhada pela equipe
Tratamento sistêmico

Quimioterapia

Medicamentos que atuam sobre células em processo de divisão. Pode entrar em diferentes momentos do cuidado: antes da cirurgia, depois dela ou no tratamento da doença avançada.

Quando pode ser considerada

Depende do tipo e do estágio do tumor, do perfil biológico identificado nos exames e dos objetivos definidos para aquele momento do tratamento. Em algumas situações é combinada a outras terapias.

Como é a rotina

As aplicações costumam ser organizadas em ciclos, com intervalos entre eles para a recuperação do organismo. O número de ciclos e a via de administração fazem parte do plano definido em consulta.

Efeitos possíveis e manejo

Cansaço, náusea, alterações no apetite, queda de cabelo e mudanças nas células do sangue estão entre os efeitos mais relatados, e variam conforme o esquema utilizado. Existem medicações preventivas, ajustes de dose e exames de acompanhamento antes de cada ciclo.

Profissional de saúde segurando uma cápsula de medicamento
Terapia endócrina

Hormonioterapia

Atua reduzindo o estímulo hormonal sobre tumores que apresentam receptores para hormônios, situação frequente em determinados tipos de câncer de mama e em tumores ginecológicos.

Como a sensibilidade hormonal é identificada

A avaliação do tecido do tumor, por exame imunohistoquímico, mostra a presença de receptores hormonais. Essa informação é o que permite considerar esse tipo de tratamento.

Duração e rotina

Em geral é um tratamento de uso contínuo, por períodos medidos em anos, o que torna a adesão parte central do resultado. Em algumas situações envolve aplicações periódicas em vez de uso diário.

Efeitos possíveis e manejo

Ondas de calor, alterações do sono, dores articulares e repercussões na saúde óssea estão entre os relatos mais comuns. O acompanhamento observa tolerância, adesão e necessidade de ajustes, e pode incluir avaliação da densidade óssea.

Frasco de medicamento e seringa preparados para aplicação
Tratamento sistêmico

Imunoterapia

Não atua diretamente sobre o tumor. Age sobre os mecanismos que impedem o sistema imunológico de reconhecer e responder às células tumorais.

Quando pode ser considerada

Depende de características do tumor identificadas em exames, entre elas a expressão de PD-L1 e as falhas nos mecanismos de reparo do DNA, conhecidas como dMMR e associadas à instabilidade de microssatélites.

Como difere da quimioterapia

A quimioterapia atua sobre células em divisão. A imunoterapia atua sobre a resposta de defesa do organismo. Por isso o padrão de efeitos adversos é diferente e exige um olhar próprio no acompanhamento.

Efeitos possíveis e manejo

Podem surgir reações de natureza inflamatória em diferentes órgãos, como tireoide, intestino, pele e fígado. Reconhecer cedo é o que orienta a conduta, e é por isso que relatar qualquer sintoma novo faz parte do tratamento.

Frasco, cartela de comprimidos e ampola sobre a bancada
Medicina de precisão

Terapias-alvo

Tratamentos direcionados a alterações específicas identificadas no tumor, e não a células em divisão de forma ampla.

Por que os exames importam

Exames anatomopatológicos, imunohistoquímicos e, em situações selecionadas, moleculares, identificam os alvos presentes naquele tumor. Sem o alvo identificado, esse tipo de terapia não tem onde atuar.

Alvos avaliados com mais frequência

Receptores como o HER2 e alterações em genes como o BRCA estão entre os avaliados na prática. A lista muda conforme o tipo de tumor e a evolução das evidências científicas.

Importante saber

A presença de uma alteração molecular não significa, por si só, indicação de terapia-alvo. A decisão considera a evidência disponível para aquele contexto, o estágio da doença e as condições clínicas.

Ilustração de um anticorpo ligado a uma molécula de medicamento
Terapia direcionada

Anticorpos droga-conjugados

Também conhecidos como ADCs, combinam um anticorpo direcionado a um alvo nas células tumorais com um medicamento antineoplásico ligado a ele.

Como funcionam

O anticorpo reconhece o alvo na superfície da célula tumoral e transporta a carga terapêutica até ali, o que permite concentrar o efeito do medicamento onde ele é necessário.

Quando podem ser utilizados

Depende da presença do alvo, do tipo e do estágio do tumor e dos tratamentos já realizados. É uma das áreas com mais desenvolvimento recente na oncologia.

Efeitos possíveis e manejo

Variam conforme o medicamento acoplado ao anticorpo. O acompanhamento inclui exames periódicos e atenção a sintomas específicos de cada esquema, com ajustes quando necessário.

Segunda opinião

Uma nova avaliação pode trazer mais clareza

A segunda opinião permite revisar o diagnóstico, os exames e o plano terapêutico proposto, sem interromper o cuidado que já está em curso.

O que pode ser levado à consulta

  • Laudos e exames de imagem
  • Resultado da biópsia
  • Imunohistoquímica
  • Exames moleculares, se houver
  • Relatórios médicos
  • Tratamentos já realizados
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Médica avaliando imagens de mamografia no negatoscópio
Cuidado e informação

Você não precisa compreender tudo de uma só vez

Cada dúvida pode ser conversada durante a consulta. Você participa das decisões em cada etapa do cuidado.

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